sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Atlántida - Montevideo. 04/01 e 05/01.

Segundo dia

Na manhã do dia 04/01 saímos para cambiar mais dinheiro e depois íamos a praia pegar um solzinho. Kiko levanta da cama e diz: “Eu sou maluco. Dormi como durmo em Niterói de samba-canção e camisa.” Conclusão: no dia seguinte sentiu-se cansado e um pouco tonto, como se estivesse ficando resfriado. Enquanto isso eu e Anne dormimos numa bela, macia e confortável cama de casal... “Se tivermos uma dessa quando casarmos, não conseguiremos trabalhar”, disse muito bem ela.

O Kiko decidiu voltar para o albergue e recarregar suas energias, enquanto eu e Anne fomos a praia ficarmos da cor do pecado!

Descobrimos que nos banhávamos nas águas do Rio da Prata. Tantas vezes desejadas pelo imperialismo brasileiro de tal forma que já até provocou uma grande guerra no século XIX. Porém, a cidade onde estávamos nada tinha haver com essa história distante. Como já havia dito, fundada em 1911, ela foi toda planejada. Toda mesmo. Desconfio que a própria praia é “artificial” pois nelas encontramos estruturas de pedra e sua areia muito branca e fina não me parece típica de rio. Perguntei por lá, mas ninguém soube me explicar direito (ou eu não soube entender direito) e por isso mesmo posso estar falando uma grande besteira.

Deitados na praia, sentindo a brisa fresca e sob o radiante sol de uma camada de ozônio mais destruída (certamente não por culpa deles), ouvíamos belas canções típicas tocadas numa rádio como “Eu tenho a força/ Cavaleiro de Jedi/ Então vai popozuda, vai, vai!” e clássicos da literatura como “Rala o tchã e rala a tcheca” do “É o Tchã” e também não poderia faltar o Hit mundial do momento: “Ai se eu te Pego, ai ai Se eu te pego.” Que é cantada espontaneamente nas ruas com um belo portunhol. Fiquei impressionado com a força que a cultura brasileira tem nesse país. Sabia que ia encontrar esse tipo de coisas pois sei o papel de país subimperialista que o Brasil cumpre na América Latina, mas ainda assim assusta um pouco. Parece, guardadas as proporções o quanto a gente bebe da cultura americana.

Depois de ouvirmos esse belo repertório minha companheira segurou nas minhas mãos e me convenceu a superar um trauma... Mesmo escrevendo aqui minhas mãos tremem e o medo volta como um tigre. Minha querida mamãe presenciou esse trauma de infância. Com menos de dez aninhos de vida convenci minha mãe a me levar ao “Banana Boat” na praia de Camboinhas, Niterói. Uma diversão aparentemente inofensiva, mas que teve graves sequelas para minha mente infantil. Logo no primeiro passeio um homem que deveria pesar cerca de 500 quilos (pelo menos é assim que eu me lembro) caiu em cima de mim na hora que a banana virou me deixando completamente sem ar. Menino forte como sempre fui, insisti no passeio e na segunda queda tomei uma cotovelada que deixou meu olho roxo...
[Essa foto é de um segundo passeio] 
///Isso mesmo... Anne me convenceu a sentar... digo... A ir no Banana Boat novamente. Com as mãos tremendo e sobre a zoação patriota de jovens uruguaios eu consegui superar esse trauma sem grandes problemas. Minha maior preocupação foi quando vi minha namorada ser arremessada sozinha da banana, tadinha, mas por conta disso ganhou uma carona no jestski.

 ///Nosso confronto com a língua espanhola, normalmente vencido com facilidade, teve mais um momento memorável, desta vez com a Anne. Numa atitude perfeitamente compreensível (pelo Kiko) ela olhou para um desodorizado de banheiro e leu: “Inflamável. Manter lejos de llamas.” Imediatamente ela pensou: “Nossa! Não sabia que llamas fediam tanto!”. A convivência com nosso querido Kiko tem suas divertidas consequências.

 ///Depois de almoçar na padaria/pizzaria, que descobrimos também ser um “auto servise”, partimos para tentar conhecer o restante da cidade que ainda não tínhamos visto. Fomos a famosa (para eles pelo menos) Piedra de la Aguila, que foi construída em 1945 e teve tantas funções que eu nem lembro mais, mas hoje é um belo mirante.
///No fim da “tarde” (lembrando que o sol aqui se põem 21h), comemos uma pizza continuamos a explorar o restante da pequena cidade. Numa das praças principais vimos “o maior espetáculo da terra”, com um trailer, uma propaganda e personagens que pareciam ter vindo do início do século passado, assistimos a Mulher Gorila. Um “espetáculo” onde uma moça magrela de biquíni, provavelmente filha do gordo dono do show, “virava” um macaco e depois voltava ao normal com a melhor cara de “estou obrigada a estar aqui.”
///Pois é, depois dessa incrível demonstração das bizarras “mutações” que o pequeno país tem a oferecer fizemos algo que certamente não poderemos fazer em muitos lugares: andamos sem rumo, por ruas calmas, largas e escuras, com uma brisa fria balançando as árvores ao redor e os belos jardins das casas sem muro de Atlántida. Visitamos a Plaza de los Fundadores, que se de noite já era bonita, de dia deveria ser realmente mais agradável.
///Por fim voltamos pelo litoral e antes voltarmos para nosso confortável albergue, passamos novamente no cassino (mas podemos parar quando quisermos!) onde, novamente, o chato do Kiko lucrou uns 30 pesos (equivalente a 3 reais).

05/01 - Terceiro dia

As oito horas da manhã eu levanto como havíamos combinado no dia anterior e então começaria uma das tarefas mais difíceis que eu já fui responsável: acordar Anne e o Kiko. (já percebemos que isto será uma constante nessa viagem.) Até esse momento tinha muita peninha de acordar a Anne. Ela dorme tão bonitinho (coraçãozinhos =P) Mas minha pena está gradativamente se transformado em medo por minha integridade física, pois nesse dia ela tentou me dar uma cotovelada durante minha tentativa patética de levantá-la. Não foi uma cotovelada qualquer, tinha a técnica de uma lutadora. Talvez tenha sido excesso de carinho, não sei, minha sorte é que ela estava “presa” debaixo das cobertas.

 ///Depois de um belo dejejum saímos desse belo albergue que nos abrigou. Não temos o que reclamar de lá, mas que seus donos eram rabugentos eram. Provavelmente isso se da pelo fato de ser um lugar mais para velhinhos e família. Mesmo sem termos feito nada, recebíamos três esporros por dia: “Muito barulho!” “Barulho no assoalho.” “O cadeado sumiu! [sendo q ele estava na porta]” “Banheiro molhado”, etc etc etc... Ainda assim foi maravilhoso.

 ///Pegamos um ônibus para Montevideo que rapidamente se encheu afinal muitos estão trabalhando. Um uruguaio de longos dreads se ofereceu espontaneamente para nos ajudar. Ele fala um pouco de português e tinha ido recentemente ao Rio. De fato todos, ou quase todos os uruguaios que tiveram contato foram muito gentis e prestativos, mas não vou usar clichês como “é um povo muito aquilo, pouco aquilo” por que para mim isso depende de muitos fatores, assim como no Brasil, no Uruguai ou em qualquer outro país não existe um povo só.

///Passamos de ônibus em frente ao Estádio Centenário, onde pretendemos ir mais para frente. Eu comentei com o jovem que nos ajudava: “Foi aqui que o Flamengo venceu a libertadores de 1981!” e ele comentou que lembrava de um jogo Flamengo contra Peñarol onde a porrada comeu. Eu disse que foi a Copa Mercosul de 1999. Pelo orgulho com que ele lembrava dos jogadores do Flamengo se jogando no vestiário, imagino que ele seja torcedor do Peñarol... Azar o dele, nós é quem passamos naquele jogo e vencemos a copa! 

///Saltamos com nossos 20 quilos de bagagem cada um e conhecemos nosso primeiro albergue: Escuela del Rock.” Digo “primeiro” por que o albergue que ficamos em Atlántida estava mais para uma posada. Tínhamos nosso próprios quarto e o banheiro coletivo era quase só nosso, pois não havia muitos hospedes. Agora não, esse é albergue albergue. Beliche minúsculo, quarto apertado e compartilhado. Não vamos ficar muito tempo aqui. Devido à um erro de planejamento amador escolhemos ficar em dois lugares diferentes em Montevideo. Foi um erro por que tudo é muito perto e a maioria das coisas ficam em Ciudad Vieja, onde será nosso segundo albergue. Ainda assim o albergue era agradável. O tema de rock era bem interessante e até a senha do WI-FI é “Jack Black” _\,,/.
///Saindo para comer e fomos novamente perseguidos pelo “AI SE EU TE PEGO, AI AI SE EU TE PEGO.” O comentário do Kiko resumiu bem a situação: “Estamos dominando esse povo da pior maneira possível. Isso é tortura!”. Mas continuo impressionado com o poder do imperialismo brasileiro que nós ignoramos veementemente e convenientemente.

 ///Sobre música tivemos um momento interessante: Sentados na sala de estar do albergue, nós ouvimos a música do Capital Inicial “Sua maneira” cantada numa versão em espanhol. Quando falamos disso para o dono do albergue que ouvia a tal música ele ficou indignado. “LADRON! LADRON!”. A tal música gravada pelo Capital em 2002, foi feita por um grupo argentino (o melhor da América do Sul segundo o cara) chamado Bomba Estero em 1992. /

//Nossa primeira experiência gastronômica não foi muito boa. Pedimos uma Parrillada que tinha umas carnes ruins, veio pouco e era muito cara. Porém o chorizo e o bife normal estavam deliciosos. Para salvar o dia em termos culinários jantamos em um lugar que não podia ser mais contrastante com o anterior. Parecia mais um boteco, não cobrava covierto (que é como os restaurantes fazem para nos roubar sem percebermos) e era muito bem servido. Comemos realmente bem, ainda assim...  

Com muita carne e nenhum feijão Renan fica LOUCO!

///É isso mesmo... Não existe feijão nessa terra infeliz... Eu, Anne e Kiko estamos começando a ficar desesperados sem feijão (apesar do Kiko dizer que não irá morrer por isso.)
É importante registrar também que nesse boteco o Kiko arrumou um Su Do Ku que ele não consegue completar. Desconfiamos que levará toda viagem para conseguir, pelo menos é esse o prazo final que nós demos. Em paralelo vamos acompanhar esse desafio pessoal do Kiko vs Su Do Ku.
///Passeamos também pelas "ramblas" as margens do imenso "Rio de la Plata"
///Depois do jantar fomos curtir a noite de Montevideo! Fomos a um pequeno parque de diversão em frente ao tal boteco. Fizemos uma emocionante corrida numa espécie de bate-bate de moto e, é claro, eu fui o vencedor. Anne e Kiko insistem que cada um me deu duas voltas, mas há controvérsias. Fui o vencedor moral! Campeão do espírito esportivo! Praticamente fui o Botafogo. Enquanto as pessoas que me amam faziam de tudo para me tirar da pista, eu me preocupei apenas em fazer uma bela corrida. (malditos!)
///Após o momento criança feliz, fomos fazer algo para jovens adultos, ou pelo menos tentamos. Rodamos a região por mais de uma hora e se cruzamos com dez pessoas na rua foi muito. É impressionante como a cidade está vazia e tem muita pouca coisa aberta. Bom, pelo menos na região onde estávamos. Como disse, não ficamos direto em Ciudad Vieja e como havíamos previsto, isso foi um erro. Acabamos bebendo cerveja num posto, o que me fez sentir de volta à Niterói. Para não dizer que lá não tinha nada, achamos um bar de tipo caro e bebemos uma cerveja nacional deles, só para dizer que fizemos algo. /

//A noite o quarto do albergue se mostrou tão desconfortável quanto parecia. Kiko dormiu muito bem, afinal pedras não fazem muitas exigências de onde dormir.

 ///Minha primeira impressão de Montevideo contradizem algumas coisas que eu pensava sobre a cidade. A maioria das coisas aqui são caras, apesar de termos opções baratas. Existe pobreza e da para ver. Quem não viu pobreza na cidade andou de olhos fechados (pelo menos onde nós estávamos.) Não vimos moradias pobres, mas não foi raro encontrar morador de rua, não como Rio de Janeiro ou São Paulo, mas tinha. E por fim a noite é quente para ca@#$%¨! Diferente de Atlántida, Montevideo faz tanto calor de noite quanto Niterói, no máxmo um pouco menos.

 ///Então é isso. Na próximas vocês lerão os relatos dos dias seguintes em Montevideo e a partida para Buenos Aeres. Por enquanto estou conseguindo manter tudo atualizado, mas nunca sabemos né. Vai que tenhamos que enfrentar um ataque pirata no Rio da Prata, ou uma invasão do Império Brasileiro.

Até a próxima---------------------------------------------------------

5 comentários:

  1. Valeu Renan, estamos acompanhando a viagem.
    No Chile, na semana passada, a “ditadura” foi derrubada, mas imediatamente restabelecida. O presidente (Sebastián Piñera) decidiu rever a decisão de eliminar dos textos escolares a expressão ditadura, substituindo-a por “regime militar”. A reação das oposições pressionou o governo, mas, determinantes para a mudança de posição, foram as notícias da ocupação de Montevidéu por um trio revolucionário, e a expectativa de que marchassem sobre os países vizinhos.
    As notícias eram confusas deixaram o governo sem saber como reagir. A imprensa descrevia o grupo que, na hora do almoço, avançou bradando pela revolução. Outras fontes, no entanto, afirmavam que a palavra de ordem era feijão e não revolução, criando um impasse semântico, gastronômico e político. O grupo estabeleceu base num Mc Donald’s, onde, enquanto degustava batatas fritas, escreveu um manifesto antiimperialista e contra a carestia.
    Os governos do cone sul, reconhecendo a incapacidade de reagir às ameaças, recorreram ao FMI, a OMC e ao BIRD, que, num visível recuo, propuseram o lançamento do “Mc feijão com arroz”. No momento o grupo se encontra dividido. Uns acham que melhor seria arroz com feijão, outros acham que adequado é feijão/arroz, outros acham que deveria aparecer explicitamente as opções: feijão sobre o arroz ou feijão ao lado do arroz. Há possibilidade de formação de uma dissidência; algo como “Mc Feijão com arroz do B”. O problema é que vazou a notícia de superfaturamento na compra antecipada de safras brasileiras, o que ameaça derrubar mais um ministro no Brasil.
    A revolução vive um momento crítico, ameaçando fugir ao controle. Mas seus efeitos são inegavelmente devastadores.

    Nan, a Anne conhece Buenos Aires e comandará a expedição.
    De qualquer forma, a ida ao Bairro do Boca é imprescindível, para se visitar o estádio e constatar a adoração ao Maradona. Logo após vale passear pela Rua Camenito, onde o colorido típico das casas permite boas fotografias. As cores vivas provêem das sobras das tintas usadas nas embarcações. O povo aproveitava para proteger as casas. Em Palermo vale um passeio pelos jardins. Há um lugar dedicado aos poetas. Na Ricoleta vale visitar o centro cultural, Museu de Belas Artes, monumento a Evita e o cemitério, onde está o túmulo de Evita. A praça de Maio é o centro de fundação da cidade e lugar de concentração das manifestações políticas. Por ali marcharam as mães cujos filhos sumiram durante a ditadura. A Casa Rosada (veja se dá para visitar) localiza-se num dos extremos. Nesse dia convêm subir a avenida Corrientes pela lateral do Cabildo, e curtir as livrarias, cafés (o Café Tortoni foi dos pioneiros e consagrado por reunir intelectuais, artistas e políticos: algumas mesas têm referências aos personagens que as frequentavam) e a arquitetura em geral. Quando estive na cidade, o trânsito na avenida estava paralisado devido a um “panelaço”. Porto Madeiro é um lugar para se passear à noite. Há restaurantes para todos os gostos, mas caros. Numa das pontas, está o cassino. Ele localiza-se num navio porque o jogo é proibido em terra, mas não pode ser reprimido no mar. Parece que o Kiko tem sorte, mas, abre o olho porque o esquema aí é pesado. A feira de San Telmo (antiguidades e artesanato) é interessante, mas só ocorre em determinados dias, me parece que nos fins de semana. O passeio de barco pelo rio Paraná (começo da viagem de trem com parada em San Isidoro, feira de artesanatos), pode ser interessante.
    Atenção ao fotografar figuras típicas do local. Saiba que deixam fotografar, mas depois cobram. Eles podem ser bastante grosseiros com quem não paga. Aconteceu comigo no Camenito e em San Telmo.

    bj

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  2. Simplesmente SENSACIONAL seu relato da nossa saga por feijão,Gilberto. Muito próximo da realidade! hahaha Tem sido mesmo difícil aqui,o máximo de proximidade com a nossa comidinha é um arroz.


    Vamos visitar todos esses lugares que voce indicou em Buenos Aires, apenas o passeio de barco que ainda precisamos ver se o custo é viável rs

    O Renan já está preparando outro post :)


    Beijos em todos.

    PS: Se soubéssemos que Montevidéu era tão provinciana quanto a querida Niterói,teríamos passado mais tempo em Atlántida hehe

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  3. Hahaha, estou amando esse relato! Dá pra ouvir você contando (especialmente a história do Banana Boat)!
    Também tô curtindo as avaliações dos hostels. Não sei se você sabe, mas meu trabalho de férias é num hostel em Copacabana! Tô cercada de gringos e mochileiros todos os dias, e quando fico sem nada pra fazer venho me entreter com a viagem de vocês :)
    Quando chegar na Argentina, uma dica importante: o alfajor Havanna, o famosão, é bem gostoso, mas no mercado tem um alfajor chamado Jorgito que é ultra mais barato e é bonzão! E outra: vale a pena comprar cerveja com garrafas de vidro retornáveis de 1 litro, sai bem mais barato.
    Beijos nos três!

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  4. Então, fique sabendo q estou de olho em vc e kiko, e se souber de qlqr coisa aqui pelo seu blog, vcs hão de pagar, está avisado!
    Quanto ao meu querido s2, c ele n conseguir terminar o sudoku ajudo ele aqui, sou especialista nisso xP
    hahahah, aproveitem muito, espero q vcs n passem em punta del leste, pq n tem nada d mais, parece buzios mas com menos graça (verdade).
    Bem, bom proveito, divirtam-se e tragam lembrancinhas xP

    X

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  5. Adorei a história pai. Anne viu da onde vem minha imaginação fértil. Também acataremos as dicas importantes sobre Buenos Ares.

    Bárbara não sabia do seu emprego de férias. Foda. Que bom que ta acompanhando aqui, fico realmente feliz.

    X,... Relaxa. O que é seu ta guardado. hahahaha

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