segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Buenos Aires - 10º dia - 12/01

------------------------------10º dia - 12/01----------------------------------------

 ///“Amanhã vamos acordar cedo então?” “Vamos!” “Mas vamos mesmo, né?” “Claro, pô!” A consequência obvia dessa conversa é que no dia seguinte acordamos bem... tarde, como sempre. Quando se está fazendo turismo é sempre bom acordar cedo para aproveitar bem o dia, mas é também importante estar bem física e psicologicamente. Para isso, eu garanto que não é saudável acordar cedo nem o Kiko, nem a Anne.

 ///Como acordamos na hora do almoço, eu e Kiko fomos até o mercado próximo comprar coisas para cozinhar, afinal comer fora deixou de ser uma opção. O mercadinho é controlado por uma família de orientais. Me perdoem pelo etnocentrismo judaico-cristão-ocidental, mas de fato não sei identificar se eram japoneses, coreanos ou chineses e o máximo que eu consegui foi chama-los de asiáticos ao invés de japas. Não só nesse mercadinho os japas... digo... os orientais estavam em grande número. Em toda a cidade era comum encontra-los. Não é algo que se diga: “nossa é uma São Paulo”, mas que tinha tinha, o que é uma mostra de como Buenos Aires é uma cidade cosmopolita.

 ///Depois de mais um almoço bem servido (como sempre quando comemos em casa) fomos até a estação de trem, a correta dessa vez, para comprar a passagem para Córdoba. Aparentemente esse trem é badalado como atração turística e por isso nos recomendaram irmos cedo. Infelizmente não fomos os únicos orientados nesse caminho. Seguindo a onda de sorte proporcionada por essa cidade hermana descobrimos que só havia passagens para março! Como não pretendíamos adiar nossa estadia em Buenos Aires (mesmo tão pouquinho assim), fomos até o terminal rodoviário ao lado e compramos nossas passagens para Córdoba.

 ///Com essa questão resolvida fomos para o cemitério... Calma, calma. O Kiko está bem. O Cemitério da Recoleta é uma atração turística importante de Buenos Aires. Localizado em uma área nobre da cidade, é ali que está enterrada personalidades importante (e outras nem tão importantes) da elite porteña.
Todo respeito l
Em meio a majestosos, imensos, suntuosos, sinistros e muitas vezes horrorosos mausoléus se encontram enterrados heróis da independência além da adorada Evita Perón. Diferente do que se pode imaginar, o túmulo de Eva é bem simples perto de alguns que ostentam poder e riqueza tão nojenta como deveriam ser os seus atuais moradores em vida.
Saindo do lar de descanso eterno dessas almas (ooooooh!), fomos passear pelo gostoso bairro da Recoleta, mas não sem antes passarmos no Freddo, uma sorveteria conhecida e cara. É aquele luxosinhos que nos permitimos de vez em quando, ainda mais se é arte essencial de um passeio (ou pelo menos assim nos garantiu Anne).
///Terminado o tradicional “helado” caminhamos rumo aos Bosques de Palermo. No caminho passamos por mais edificações de arquitetura impressionante. Passamos por tantos prédios lindíssimos que em algum momento até cansei de tirar fotos deles... Tá bem... Mentira... Nunca canso de tirar fotos (para irritação da Anne de vez em quando), mas, de fato, é comum encontrar belas demonstrações artísticas nas arquiteturas da capital argentina.

 ///Além de alguns edifícios que não me lembro o que eram (ou nem procurei saber =X) passamos pelo Museu de Belas Artes (esse aí com a mesma cor da Casa Rosada... Talvez uma promoção de tinta das Casas Bahia) e a Universidade de Ciências Sociais e Direito de Buenos Aires.
Universidades suntuosas também se tornam uma constante quase se passeia por Buenos Aires, como essa de Engenharia que encontramos mais tarde.
Continuando a andança rumo aos Bosques de Palermo tivemos que lhe dar com uma crescente obsessão do nosso amigo Kiko. Grudado com o mapa nas mãos (o que se tornou tão comum quanto eu com a câmera) ele quis por que quis ir atrás da tal Rosa Metálica. Ele descrevia como mera curiosidade, mas eu e Anne percebíamos que era quase um vício psicótico e por isso nem questionamos e seguimos nessa busca. Depois de andarmos por alguns minutos, já temíamos encontrar um origami feito em papel laminado em volta de uma grande de proteção e por isso mesmo fomos surpreendidos com a belíssima Rosa Metálica que ficava em um gostosíssimo parque já nos Bosques de Palermo. Ainda bem que eu e Anne insistimos em buscar essa Rosa, se dependêssemos do Kiko, passaríamos direto.
O bosque em si já é muito bonito e agradável. Sentimos vontade de nos deitar na grama macia, sobre a sombra fresca de um dia nem tão quente e ficarmos ali para sempre. Para melhorar tudo fomos premiados com a presença de vários periquitos na mesma quantidade que encontramos pombos feios nos parques de Niterói.
Essa região também oferece outras oportunidades de passeio que não pudemos ir por conta da hora, como o jardim japonês, o planetário e o zoológico. Por fim saímos dos bosques que pegamos um metrô para casa.
Lembram que eu disse que de vez em quando é importante nos darmos pequenos luxos, até para aproveitar melhor uma atração turística? Então,... Na noite desse dia fomos verdadeiros pequenos burgueses. Ainda assim não me arrependo, não dá para ir para Buenos Aires sem visitar Puerto Madero à noite. Com duas luzes refletindo no Rio da Prata, a belíssima Puente de la Mujer já vale o passeio, mesmo que se sente num dos caríssimos bares e peça uma cerveja, uma água e um sorvete como nós fizemos.
Puente e la Mujer o/
A noite valeu a pena por si só, mas foi bem temperada, pois depois de 00h, já estávamos no dia 13 de Janeiro e por isso eu e Anne já comemorávamos seis meses juntos. Comemorar meio ano construindo um amor em Buenos Aires não é para qualquer um. Te amo Anne.

2 comentários:

  1. Bom ver que o relato de viagem continua, agora com uma nova dinâmica e privilegiando as imagens. Não deixa de ser um desafio e tanto, com poucos recursos tecnológicos, descrever uma viagem sem o amparo de texto e comprometido com a estética. Você está conseguindo. Beijo em todos. Aqui no nordeste a paz climática foi restabelecida: chuvas só esporádicas, sem frustrar as expectativas. A água do mar é limpa e quente. Quente mesmo, uma loucura. Fico de molho torrando a careca. Teu Flamengo, depois de estar perdendo de 2 x 0 para o Coríntias, conseguiu o empate. A novela do Ronaldinho continua.

    ResponderExcluir
  2. É interessante comprovar que a linguagem escrita e a fotográfica têm caminhos próprios e suficientes, mas que, ao se conjugarem, caminham com harmonia. Continuo acompanhando os relatos das aventuras. bj

    ResponderExcluir